Terça-feira, Novembro 13, 2007

Novas tecnologias no futebol

Domingo passado, o programa da RTP, Grande Reportagem foi dedicado ao tema da introdução de novas tecnologias no futebol. Não o vi pela simples razão que quando passou a publicidade ao programa pensei logo em escrever este post. E agora que o escrevo, se alguém ficar ofendido e decidir reagir contra mim, tenho a desculpa que não vi o programa, não faço a mínima ideia quem foram os convidados nem quais foram as sua declarações. Assim posso expressar a minha opinião sem a hipótese de alguém querer tirar à força segundas conclusões.

Então, é uma idiotice ainda não serem utilizadas novas tecnologias no futebol. O râguebi e o ténis, que são desportos que geram muito menos dinheiro e audiência, já as usam para se tornarem um jogo justo. No râguebi o árbitro recorre às imagens de televisão para decidir se houve falta ou não. Porque não no futebol? Era só o tempo do quarto árbitro olhar para um monitor e dizer ao principal árbitro da partida: "De facto, esse esguicho de sangue do nariz foi mesmo provocado pela chuteira do outro jogador!". No entanto e para um trago de ironia, o desempenho dos árbitros já pode ser avaliado recorrendo a imagens televisivas. A comissão avaliadora pode depois ver o jogo gravado e decidir se o árbitro errou na falta ou não.
No ténis, o sistema "olho de falcão" é usado há muito para ver se a bola toca dentro das linhas. O mesmo se pode aplicar no futebol, sem as ideias inadequadas de colocar sensores nos postes da baliza e na bola. O custo de produção disparava! É só olhar para as imagens do jogo em câmara lenta e já está.

Está certo que depois era preciso gastar mais dinheiro para dar prendas de boas-vindas aos árbitros mas acho que vale a pena para evitar cenas tristes. Digam-me...a inflação dos preços das prendas exóticas (e por 'exóticas', entenda-se 'brasileiras') foi um dos argumentos usados no programa?

Terça-feira, Novembro 06, 2007

A onda dos reality shows já deu o que tinha a dar. O Big Brother entreteu quem tinha que entreter. O BB2 já não! Acabou aí! Deviam ter percebido isso. Mas acharam por bem continuar e hoje em dia temos pérolas tais como Casamento de Sonho e Família Superstar (que correu bem mas depois descarrilou para a má televisão). São programas que se destacam da mediocridade por más razões e uma menção honrosa é-lhes devida. Outros há que são verdadeiros campeões. O SemGasosa decidiu proceder à sua avaliação e atribuir troféus.

Começando pelo bronze:


My Bare Lady (FOX Cable)

Quatro actrizes pornográficas (ou mais politicamente correcto, da indústria de filmes para adultos) serão escolhidas nos EUA e levadas para Londres, onde terão formação na área de representação clássica. Depois partciparão em peças que serão apresentadas ao público inglês, para ver a sua reacção.
É pedido ao público que não se exceda nos gemidos e que leve lubrificante e recipientes adequados de casa.



America's Next Hot Porn Star (CNBC)

Basicamente, é como Ídolos mas os microfones foram substituídos por pénis. E o júri nunca está mal disposto.
O prémio final é de $10.000 e um contrato com uma produtora de filmes X-rated. Passam na televisão as galas com conteúdos em que as concorrentes estão vestidas e o nú e explícito estará disponível na internet, perante pagamento, e será depois lançado em DVD.



Kid Nation (CBS)

Quarenta crianças, com idades entre os 8 e os 12 anos, foram enviadas para uma cidade abandonada, tipo Velho Oeste, para aprenderem a sobreviver sozinhas.
Uma delas teve um incidente e sofreu queimaduras no face. Os pais apressaram-se logo a processar a CBS. Se não permitissem que a sua filha fosse para este programa, não teria sido necessário. Mas nós sabemos como é difícil chegar à conclusão que uma criança de 12 anos não consegue viver sozinha. Outro conselho para os americanos: os adultos que se portam como se tivessem essa idade, não deviam ser eleitos para governar países.

Sábado, Novembro 03, 2007

Eu não gosto de pessoas que...

...falam mal de outras pessoas em autocarros, quando as 'outras' vão sentadas ao lado.

No dia do cortejo da Festa das Latadas, fui de autocarro até Celas. Ao meu lado, as personagens da história.
O homem que usava calças grossas às riscas, chapéu à Che Guevara e barba preta e encaracolada que não via uma lâmina à meses. O bebé que ia agarrado ao homem por um trapo azul, daqueles que fazem uma cruz nas costas e que as tribos africanas usam. A mulher arrogante que calçava chinelos feitos pelo artesão das Monumentais e que é única pessoa que conheço que fica com ciúmes quando fazem fusquetas para o bebé, em vez de falarem com ela sobre quanto tempo é que o almoço vai levar até se dignar a ficar pronto (só para saberem, até ia ser rápido porque era só chegar a casa e moer aquilo e pôr no forno. Uns 20 minutos e deve estar pronto, disse o homem.) E a quarta personagem, a rapariga das fusquetas, que nos seus 24/25 anos foi a instigadora do falar mal.

Se não vos apeteceu ler isto tudo ou leram e ficaram na mesma: eram quatro pseudo-hippies e um bebé.
Mas a introdução era obrigatória para o diálogo a sair ficar mais

M - Nem sei por onde é o cortejo...
R - Saem do Papa e vão até ao Mondego. Descem pelos esgotos...
H - Pelos esgotos?
R - Pois...aquilo é só merda que lá vai!
H - Ah ah ah!
(...)
R - Era sair hoje à rua com uma pressão de ar e apontar a tudo que é preto e branco!
H - Duas armas! Uma para o preto e outra para o branco!

E eu ia ao lado, trajado.

Nota do autor: fusqueta não existe no português ocidental. Mas eu não me gosto de limitar por coisas como o vocabulário. Já instigar existe, só para os que estavam a pensar nisso.